BiografiaAna Saldanha nasceu no Porto em 1959 e licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Estudos Portugueses e Ingleses), em 1981, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Em 1992 fez o Mestrado em Literatura Inglesa em Birmingham e em 1999 doutorou-se em Literatura Infantil Inglesa e Teoria da Tradução na Universidade de Glasgow.
Ensinou Inglês a portugueses do Porto e Português a ingleses de Birmingham e Glasgow.
Participou e apresentou comunicações em congressos no âmbito da Literatura Infanto-Juvenil.
Pela sua obra recebeu vários prémios:
Menção honrosa do Prémio Adolfo Simões Müller - Três Semanas com a Avó - romance juvenil, Verbo
Prémio Cidade de Almada 1994 - Círculo Imperfeito - romance, Presença
Recomendado pelo IBBY; seleccionado para as Olimpíadas da Leitura de 1996; finalista do Prémio Unesco de Literatura Infantil e Juvenil em Prol da Tolerância de 1997). - Uma Questão de Cor - romance juvenil, Edinter
Mas é sobretudo conhecida como uma das melhores escritoras portuguesas para jovens.
Bibliografia
Cinco Tempos, Quatro Intervalos Uma menina gorda chamada Dulce, que gosta de gatos e tem pais divorciados. E tudo se passa ao longo de uma manhã de aulas. Poderia resumir-se assim este livro... Se não fosse o talento da autora, o modo como trabalhou o tema, a consistência e a verosimilhança das personagens, a forma contida como tudo é apresentado - muito embora a emoção não deixe de estar presente. Uma escrita notável, e certamente o melhor livro para a faixa juvenil que Ana Saldanha escreveu até hoje.
Para o Meio da Rua«Tenho uma cave na minha infância, como todos temos uma cave, que pode ser no sótão ou ao fundo do jardim ou na nossa cabeça antes de adormecer; e uma árvore ao fundo do jardim. «Escrevi Para o Meio da Rua em honra e em memória da infância que tive e que não tive; e também das que tenho ouvido contar à minha volta. Qualquer semelhança com infâncias conhecidas dos meus leitores é pura coincidência intencional.»
Como Outro QualquerO puxador daquela porta pequena é de porcelana branca, redondo, frio ao toque. A bárbara desanda o puxador duas vezes para a direita e três vezes para a esquerda. E depois, aquilo!
Neste romance Ana Saldanha constrói pormenor a pormenor, com um extraordinário talento para criar atmosferas e ambientes, a autenticidade de uma história do dia-a-dia: tão trivial, tão dramática. A história da Bárbara, do Gustavo, dos pais, tios e avós — e do Dinis.
Uma Questão de CorQuando a prenda de Natal é um computador, quem quer saber do trabalho de casa de Matemática? Todo os momentos livres são necessários para jogar uns jogos malucos.
Os pais da Nina é que não concordam. Nem o Danny, o primo que vem viver para casa dela.
Por que teve o Danny de mudar de escola? O que fazer em casos de ataques de criancice? E quando há falhas no sistema? E o Vítor, por que começa a comportar-se de forma tão palerma? Será que os amigos da Nina não compreendem que somos todos diferentes, mas todos iguais?
Uma voz sonolenta acorda a Maria Artur. Deitado no sofá, o Raul vê um anjo azul a saltar no trampolim. A Rita ouve Lou Reed (A perfect day) e recorda dias perfeitos com o Rodrigo. Na véspera de Natal, o Diogo ajuda a sua avó, e não apenas a preparar a ceia. E a Bárbara não se importa — não muito — que o pai esteja a fazer uma figura de «roqueiro» serôdio.
Estas e outras personagens dos contos incluídos nesta colectânea são adolescentes como outros quaisquer e nas suas vidas há conflitos espinhosos, alarmes inesperados e modelos a não seguir. Mas há também esperança e vontade de ser feliz.
Escrito na ParedeQuando o Daniel chega a casa, a mãe não está. Não se preocupa, porque já se habituou a que ela chegue tarde e a ficar sozinho. E agora tem o Rufo, um cão rafeiro, gorducho e mal-humorado, para lhe fazer companhia. Nos dias seguintes, tenta esforçar-se por não se alarmar. Talvez a mãe esteja em casa de uma amiga, talvez se tenha esquecido de avisar o Daniel. Passam-se dias, e o Daniel já não sabe o que fazer...
Um Espelho Só MeuNa véspera do seu aniversário, a Clara quer ir à discoteca. Mas o pai da Clara é muito severo e a madrasta é uma vaidosa que só pensa em si própria. O que vale à Clara é a sua amiga Inês. Com uma mentirinha sem importância e a roupa nova que lhe deu a madrinha, a Clara vai passar uma noite inesquecível.
Nem Pato, Nem CisneO Eugénio não sai à família. É um «patinho» ruivo e desajeitado entre «cisnes» morenos e graciosos. Mas, quando vai passar umas férias à Irlanda a convite de amigos da sua mãe, descobre que afinal não é um patinho fora de água...
«Na água gelada da ria, o Eugénio tenta manter-se calmo. Ao princípio, deixa-se embalar pela...»
Uma Casa Muito DoceA Maria e o João vão estudar para a cidade. Nos montes onde viviam com o pai e a madrasta, não há condições — e eles são ambos bons alunos. A madrasta tem a óptima ideia de os enviar para casa da sua antiga patroa, uma senhora solteira, já de uma certa idade, que se chama Dulce e tem uma casa muito doce. O João não resiste. Mas a Maria sabe que as doçarias são um engano perigoso...
O Gorro VermelhoA mãe da Sofia não quer que ela atravesse o parque para ir levar o jantar à avó. Mas a Sofia está com pressa. E que mal é que tem o parque? Ela já é crescida, já tem treze anos, vai pelo parque, pois claro.
A Princesa e o SapoA Diana é uma verdadeira princesa: bonita, bondosa e muito, muito sensível! Como conseguiria dormir numa tenda montada no meio de lado nenhum, com vizinhos que cantam e riem toda a noite? Nessa noite de insónia, recorda o dia em que conheceu o Sapo e começa até a achar-lhe alguma graça.
Mas a paciência do Sapo está a esgotar-se.
Dentro de MimRomance para jovens (baseado no reconto de uma história tradicional)A Carla bem tenta confessar o que a preocupa, mas ninguém parece querer ouvi-la ou compreender o que diz: que sente enjoos de manhã ou que tem um atraso. Pelo menos, pode contar com o Miguel, o namorado. Ou será que não?
Quando já está desesperada, a sua avó adivinha o que anda a preocupá-la.
O Pai Natal Preguiçoso e a Rena RodolfaÉ Dezembro. Na Lapónia, andam todos muito atarefados. O carteiro entrega as cartas, a secretária do Pai Natal, a rena Rodolfa, lê-as e procura as prendas pedidas nas prateleiras, as outras renas preparam-se para a grande corrida de Dezembro. Só o Pai Natal parece não ter pressas. Mas, quando estão já de partida, descobre-se que o provérbio de que o Pai Natal tanto gosta — «Devagar, que tenho pressa» — está mesmo certo. Do que é que a rena Rodolfa se foi esquecer?!
O Sam e o Som - Sam and SoundAtrás duma porta fechada à chave escondia-se um túnel com os sons e as sombras que Sam imaginava. Quando o professor de música abriu a porta, Sam e os outros meninos descobriram as formas dessas sombras que os incomodavam. No meio de vários instrumentos musicais, Sam conheceu o violoncelo. Abraçou-o como se fosse a sua mãe e partiu à descoberta dos sonhos.
O Romance de Rita R.Um computador portátil usado, a preço irresistível. Não resisti. Só passados dias o liguei. Estava a transbordar de documentos! Não abri nem um. Se encontrasse um diário também não o leria. Eu tenho princípios.
Tentei encontrar o vendedor, sem resultado. Que fazer? Não tinha alternativa: ouvi o áudio-diário da Rita. Era um diário típico de uma adolescente. Li também as receitas, as tentativas de escrever um romance, olhei para as fotografias, li os e-mails. E o pequeno mundo que me apareceu à frente era sólido e completo.
Enviei tudo ao meu editor. Com dificuldade, consegui convencê-lo de que, desta vez, a ficção era uma história real, realmente contada pela sua protagonista. Tenho a esperança de um dia vir a conhecer pessoalmente a Rita R.
Caminho de Santiago"Acompanha a Cláudia e os seus amigos na peregrinação a terras de Santiago. Quem é o homem misterioso que lhes aparece em todo o lado?
Irlanda Verde e LaranjaO Ulster é uma das quatro províncias da Irlanda. Queres descobrir esse país verde e laranja com a Cláudia e os amigos?
Num Reino do NorteAcompanha a Cláudia e os seus amigos no passeio, por um castelo suspeito, num Reino do Norte.
Ninguém Dá Prendas Ao Pai NatalPor momentos, o Pai Natal só conseguia ver papéis de embrulho amarfanhados e laços coloridos que muitos pés, grandes e pequenos, calcavam sem reparar.Estava na sua casa no Pólo Norte e seguia pela televisão a cerimónia do desembrulhar das prendas em todas as casas do mundo.


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